Não sabemos muito dele, só sabemos que foi pilotado por Mário Figueiredo em 1974 no 8º Rally TAP.











Hoje vamos apresentar mais um piloto e um carro. O piloto, terá sido um dos melhores pilotos nacionais, Campeão Nacional de Ralis GT em 1972.
De acordo com elementos retirados do anuário Motores 72, de Francisco Santos, o piloto António Borges,”ainda com poucas provas feitas, cerca de uma dezena, venceu com autoridade o campeonato deste ano arrecadando 3 vitórias, 4 segundos lugares e 1 terceiro lugar em 10 provas , ganhando o grupo 5 vezes o que é simplesmente notável.
O modo como subiu na classificação da Volta, depois de um engano na estrada e a sua exibição no TAP em que chegou a 3º, com quase todos os grandes europeus ainda em prova, reflectem bem a estirpe desta maior esperança do automobilismo nacional “. O carro nesta altura era um Porsche 911 2,2.
Em 1974, resolve fazer uma incursão europeia que se saldou por um 5º lugar final. Contudo, este resultado só se fica a dever ao acidente violento no rali de Lugano, que não lhe permitiu continuar a lutar até final do Campeonato Europeu, onde até aí, se encontrava na 3ª posição atrás de Walter Rohrl e Lars Carlsson.
Quanto ao carro, era o já conhecido Porsche 911 Carrera 2.7, CA-50-14, que Américo Nunes estriou no Campeonato Nacional de 73, que passou para Pedro Rasteiro até ir parar às mãos de António Borges.
Américo Nunes é, até este momento, o português com o maior palmarés no campo do desporto automóvel.
Inicia-se na competição em 1962, num Rali do Fim de Ano à Figueira da Foz com o seu primeiro Porsche, um
Em duas décadas de competição ganhou 6 títulos nacionais, com 183 vitórias, tanto em ralis como na velocidade.
Hoje em dia, para não fugir à regra, continua a deslocar-se em Porsche.
PORSCHE
O Porsche
O carro estava acidentado e terá sido recuperado por ele próprio e com ele realizou o seu primeiro rali.
O interesse desta personalização reside efectivamente no facto de ter sido o “number one” de uma longa série de Porsches do piloto.
PORSCHE
Conhecido na gíria por “bomba verde”, o seu aspecto, cor e características, idolatraram-no, sem contudo ter conseguído um palmarés igual à fama, visto que terá vindo com especificações erradas, mais vocacionado para circuitos, o que o tornava muito agressivo em provas de estrada.
A sua conversão foi sendo feita por fases e mesmo assim, no seu primeiro ano de utilização, Américo Nunes conseguiu um dos títulos de Campeão Nacional de Ralis.
Foi vendido para a Madeira, depois veio novamente para o continente, foi posteriormente vendido para França, regressou a Portugal e neste momento está na posse de António Ferrão, que o utiliza em determinadas provas para clássicos.


PORSCHE 911 RS 2.7 CARRERA , CA - 50 – 14
Em 1973, Américo Nunes estreia, o que considera, o seu melhor carro de sempre, o Porsche 911 Carrera RS 2.7, um dos dois ou três exemplares, modelo RS, que saíram da fábrica pintados em roxo metalizado.
Na altura integrado no Team VIP, o carro muda de cor para azul e laranja, com a particularidade da pintura ter sido integralmente executada com a aplicação de papel autocolante, ficando apenas os bordos inferiores na cor original.
Nesse ano, o carro ganharia 2 ralis à geral em provas a contar para o Campeonato Nacional de Ralis.
Com a crise petrolífera e o 25 de Abril-74, o carro seria vendido.
Actualmente encontra-se no Porto, nas oficinas de José Leite a ser recuperado.



IDADE: 39
PROFISSÃO: Fotógrafo
QUANDO ENTROU NO SLOT: Quando tinha 10 anos, com uma pista Scalextric vinda da Venezuela antes do ano em que nasci (1969).
CARRO PREFERIDO NO SLOT: Velocidade: Mosler (NSR), Ralie Ford
CARRO PREFERIDO: Ferrari F40
É FÃ DE QUE PILOTO DE RALLYE:
O QUE DESEJA PARA O SLOT NACIONAL: Crescimento em numero de participantes e maturidade dos mesmos… maior divulgação na comunicação social e o mínimo de apoios estatais para uma actividade inócua para a saúde e saudável a nível intelectual e social.
Relativamente ao piloto Horácio Macedo e à sua máquina, dizia o Motor Clássico, edição especial de 2006 :
“ Apresentando-se no circuito da Boavista, a 12 de Agosto de 1960, para efectuar os treinos para a corrida destinada a carros de Grande Turismo, João Moura Pinheiro acabou com um longo domínio de meia década dos Mercedes-Benz 300 SL em Portugal.
O seu novo Ferrari 250GT, com o numero de chassis 2035 GT, um modelo curto (SWB), com carroceria em alumínio e motor de 260 cavalos, faria no Sábado, uma corrida à parte, deixando António Barros e Horácio Macedo a disputar o segundo lugar…
Horácio Macedo ficou deslumbrado com o carro… todavia, João Gaspar, representante da Ferrari em Portugal, informou-o de que o tempo de espera era 11 meses, e o preço 380 contos ! ! !
Sabendo que Moura Pinheiro estaria interessado em vender o carro, acabou por comprá-lo por 180 contos + um Corvette de 55.
Logo na primeira época, Horácio Macedo conquistou o título absoluto, mesmo apesar de forte concorrência noutras categorias – por causa do handicap, nas cilindradas mais baixas.
Apesar de alguns sucessos em circuitos e rampas, Horácio Macedo e o seu Ferrari antingiria um nível mais elevado nos ralis. Estes eram extensos e acabavam por se decidir nas provas especiais, compostas por perícias, rampas e nalgumas provas em circuito.
Em 1964, depois de ter vencido o Rali Internacional do ACP, foi desclassificado pelo excesso de zelo de comissário de um controle de passagem sem qualquer significado, que curiosamente estava encerrado à sua passagem (o controlador atrasou-se).
Principais vitórias de Horácio Macedo com o Ferrari 250 GT
1961
Circuito de Alverca
Rampa da Falperra
Campeão Nacional Absoluto
1962
Rali da Montanha
Circuito de Lordelo do Ouro
Rali do Sporting
Volta à Ilha da Madeira
Campeão de Grupo de Grande Turismo
1963
Rali da Montanha
Volta a Portugal (GT)
Rampa da Pena
Taça de uro
Rali Internacional do ACP


